quarta-feira, 4 de julho de 2012

Amor, eterno amor




Depois de sonhar tantos anos,
De fazer tantos planos
De um futuro pra nós
Depois de tantos desenganos,
Nós nos abandonamos como tantos casais
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também
Depois de varar madrugada
Esperando por nada
De arrastar-me no chão
Em vão
Tu viraste-me as costas
Não me deu as respostas
Que eu preciso escutar
Quero que você seja melhor
Hei de ser melhor também
Nós dois
Já tivemos momentos
Mas passou nosso tempo
Não podemos negar
Foi bom
Nós fizemos histórias
Pra ficar na memória
E nos acompanhar
Quero que você viva sem mim
Eu vou conseguir também
Depois de aceitarmos os fatos
Vou trocar seus retratos pelos de um outro alguém
Meu bem
Vamos ter liberdade
Para amar à vontade
Sem trair mais ninguém
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também
Depois


(Marisa Monte - Depois) - Nem preciso dizer mais nada!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Psicodrama e transtornos alimentares


"Também as oficinas de transtornos alimentares com trabalhos psicodramáticos têm apresentado resultados muito incisivos: o Psicodrama permite que se estabeleça o ponto de conexão entre a desordem de origem alimentar e suas verdadeiras causas sabotadoras da auto-estima e de sua relação com a imagem. Assim, são refeitos valores e os hábitos são passíveis de transformação. É o indivíduo que se torna agente de seu diagnóstico e o resultado obtido difere, em muito, daquele obtido através do exercício da autoridade médica.
O Psicodrama também tem sido aplicado em comunidades carentes em centros de recuperação de crianças desnutridas , onde sensibilizou o envolvimento paterno e provocou uma melhoria da relação afetiva com os filhos, o que proporcionou uma busca de identidade e consequente desenvolvimento de auto-estima por parte dos pais. Em consequência, o número de crianças desnutridas caiu drasticamente e o Centro adotou o perfil de creche."

"(...)O psicodrama permite visualizar as representações ligadas à alimentaçao, à auto imagem, reviver as histórias de vida onde os conceitos pessoais foram construídos. Permite ainda uma nova construcao de valores pessoais e reestruturação de hábitos da forma que acharem melhor. Os resultados sao muito alentadores, pois as pessoas conseguem perceber onde e em que questões estiveram amarradas e tornam-se capazes de tomar decisões sobre suas dietas ou outras motivações que descobrem como principais geradoras de seus conflitos. Em muitos casos descobre-se que os chamados transtornos alimentares encobriam outras necessidades mais importantes e fundamentais para as vidas dos participantes. Importante é também perceber que quando o individuo se torna protagonista de seu diagnostico, os resultados são melhores que aqueles obtidos através do exercicio da autoridade médica." (Nazira Scaffi)

Com a leitura desses dois depoimentos, encontrados no site da FEBRAP (http://www.febrap.org.br/portal/Default.aspx) a paixão pela ciência, arte e pelo ser humano tornou-se paupável, algumas idéias brotaram e eu vejo a possibilidade de um trabalho de fato.

sexta-feira, 11 de maio de 2012


Salve a Turma R de Formação em Psicodrama. Salve Rodaviva!!!
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá.
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá.
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou.
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá.
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou.
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá. (Chico Buarque)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

"Histórias Descubiertas" de volta ao Brasil como espetáculo integrante da 7ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo, na Oficina Cultural Oswald de Andrade 3
R. Três Rios, 363 - Bom Retiro - Centro. Telefone: 3222-2662. Não aceita reservas.  Não vende ingresso pelo telefone. Grátis. Dia 26: 18h. A partir de 25/04/2012 (Fonte: http://guia1.folha.com.br/guia/teatro/)





"Fuera del tiempo, en un momento en que no és de día ni de noche, dos mujeres con las costas descubiertas miran un álbum de fotografías"

Com palavras semelhantes a estas, as atrizes Danna Liberman e Florencia Infante (Impronta - UR), juntamente com os músicos Emiliano Pereira e Andrés Pigatto (UR), sob a direção de César Gouvêa (Cia. do Quintal - BR), estrelaram curta temporada do espetáculo "Historias Descubiertas" em São Paulo.
O pioneirismo da Cia. do Quintal no intercâmbio e co-produções entre conceituados grupos da América Latina culminou num espetáculo sensível, delicado e único, onde as atrizes Uruguaias reinventam não somente o passado, mas traçam as linhas do futuro e vivenciam o presente, através de fotografias projetadas que ilustram momentos, locais e acontecimentos importantes pelos quais passaram. 
Segundo César Gouvêa, as fotos são escolhidas após meditação antes de cada espetáculo, que conta com as linguagens da Improvisação e do Clown para viver o misto de emoções que um simples álbum de fotografias trás.
Em quatro dias de apresentações, embalados pela maestria da atuação e refinada trilha sonora, os espectadores foram convidados a compartilhar, conviver e extrair experiências e momentos inesquecíveis deste intercâmbio. Danna e Flor, num eterno exercício de sim ao parceiro de cena, constroem espaços, visões e sentimentos. Através do brilho no olhar característico palhaço, cuidado com a máscara e tudo que ela reverbera, criou-se uma conexão inexplicável com o público, independente de fronteiras e idiomas, que possibilitou o resgate mental de ao menos uma fotografia marcante para cada um dos presentes.
Eu sai de cada uma dessas apresentações maravilhada! Além de muito emocionada e agradecida. César já está cansado de saber do meu carinho, admiração e que é um espelho, a motivação do meu estudo na Impro e no Clown que me fez transcender as linhas imaginárias que cercam profissão, carreira e vida social, limitando-nos à submissão. Eu busco a subversão!
As queridas Danna e Flor do Uruguai, e as "payasas" Aurora e Solange, também tem meu respeito, carinho e admiração, e me estimulam, através do talento e personalidade, a buscar, conhecer, estudar, ter curiosidade, mais do que ver, enxergar, e ter o prazer nisso. Quero meu olho brilhando!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Sacoletras

"Quando beijo sou boca
Quando abraço sou braço
Quando olho sou olho
Quando ando sou passo
Quando amo sou todo
Amor em cada pedaço
Quando sofro sou lodo
Mas com um beijo renasço
Em cada coisa que sinto eu sou
Cada coisa que eu faço
Não sou fogo de palha
Pode espalhar, eu sou palhaço" (Cláudio Thebas)



"Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca" (Eduardo Galeano)

quarta-feira, 28 de março de 2012

El Pasajero - Uma viagem improvisada



Dizem que a "saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar". Conversas, pesquisas, sonhos, prêmios, conquistas daqueles que admiro e muitas emoções pelas quais minha alma chama; mas não pelo passado, e sim pelo o que o presente tem, e o que o futuro trará! Os meus melhores encontros!



"A pesquisa de Gustavo Miranda e César Gouvêa que culminou no espetáculo “El Pasajero – Uma viagem improvisada” iniciou após o encontro dos atores no primeiro Festival Internacional de Improvisação Teatral promovido pela Cia do Quintal, no ano de 2006. Naquele momento, movidos pela admiração ao trabalho do parceiro, nasceu o desejo de trabalharem juntos, e deste desejo, após quatro anos, aconteceu a estréia do tão esperado espetáculo no dia 16 de Julho de 2011, na Sala Crisantempo, em São Paulo.

César Gouvêa, criador do espetáculo “Jogando no Quintal”, junto com Márcio Ballas, formou-se ator e se dedica à linguagem do palhaço a mais de dez anos, durante os quais trabalhou com nomes renomados na arte, como Cristiane Paoli Quito, Chacovacchi e Léo Bassi. Atualmente, a Cia. Do Quintal possui mais de dez espetáculos baseados nas técnicas de clown e improviso, sendo uma das mais renomadas do Brasil.

Gustavo Miranda é conhecido no Brasil por atuações nos espetáculos “Improvável”, da Cia. Barbixas de Humor, “Jogando no Quintal” e junto à Cia. Do Quintal em Festivais Internacionais de Improvisação. Ator formado pela Universidade de Antioquia (Medellín – CO) e fundador do grupo “Acción Impro”, reconhecido mundialmente por seus dez espetáculos, cujos integrantes atuam em encontros, campeonatos e festivais representando o país com a “Seleção Colombiana de Improvisação”.

Ultrapassando as barreiras culturais e linguísticas, César e Gustavo, embasados pela fragilidade e espontaneidade palhaço, dramaturgia e construção de cenas e personagens, bem como pela agilidade e prontidão do improvisador, relatam a saga um homem em um aeroporto, cuja maior viagem é a busca de sua memória. Para isso, são solicitadas ao público informações como nome e profissão, que darão início ao processo das recordações, através das quais histórias são construídas e seus principais detalhes, anotados nos biombos brancos que constituem o cenário do espetáculo, e mais, são utilizados como parte dele e cochia.

Gustavo dá vida ao passageiro, e César à três personagens com características físicas fixas, porém adicionais variáveis. Além dos quatro, são incontáveis os personagens construídos durante os pouco mais de sessenta minutos, com o auxílio de figurinos simples, estados, status, ações e direções corporais, além dos narizes confeccionados especialmente para a peça, que significam as menores máscaras, porém, as que mais revelam o quanto cada personalidade esconde.

As cenas improvisadas são brilhantemente unidas ao final do espetáculo, fazendo com que todos os passageiros desta viagem compreendam o que aconteceu com o personagem de Gustavo, que recupera sua memória, remonta os fatos e surpreende a todos com o desfecho de cada apresentação.

O risco da improvisação a serviço da dramaturgia teatral deram orgiem a um espetáculo belíssimo e atrativo, refinado quanto às técnicas e sensível às múltiplas personalidades e ocasiões às quais todos são expostos. 

Mais do que parabenizar apenas os grandes atores, mestres nas linguagens às quais se dedicam, reconheço também o trabalho árduo das equipes que se formaram, no Brasil e na Colômbia, para a execução deste trabalho incrível, e a todos que desde o primeiro passo, “La Cocina”, e o trânsito por “Cuando yo viajo”, confiaram e acreditaram no talento, inteligência e coragem de uma dupla de sucesso" (Agosto, 2010)






segunda-feira, 26 de março de 2012

Gota d'agua

Medéia, Eurípedes, Joana, Jasão, Creonte, Alma, Corina, Egeu e Gota d'agua, por Chico Buarque e Paulo Pontes em 1975. Tragédia grega, obra que relata o subúrbio carioca e se faz atual em cada frase.
Canta Jasão:
"Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água."